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sábado, 25 de fevereiro de 2023

Tudo sobre a Educação Respeitosa


A educação respeitosa é uma abordagem pedagógica que se concentra em criar um ambiente de respeito, empatia e cooperação, onde a criança é vista como um ser único, com suas próprias necessidades e características individuais. Essa abordagem se baseia na ideia de que o respeito mútuo e a compreensão das necessidades e emoções do outro são essenciais para uma educação eficaz e saudável.

A educação respeitosa tem raízes em diferentes teorias pedagógicas, como a pedagogia Montessori, a abordagem Waldorf e a Disciplina Positiva. Essas teorias enfatizam a importância de respeitar as individualidades dos alunos e reconhecer que cada criança tem um ritmo de aprendizagem e uma forma de se desenvolver que são únicos.

Esse tipo de abordagem é importante porque promove um ambiente de aprendizagem saudável e positivo, onde os alunos se sentem seguros para expressar suas emoções, ideias e opiniões. E também ajuda a desenvolver a autoestima, a autonomia e a responsabilidade dos alunos, criando um senso de confiança em si mesmos e no mundo que os rodeia.

Além disso, também promove a empatia e a compreensão do outro, habilidades fundamentais para a construção de relacionamentos saudáveis e para a resolução pacífica de conflitos. Essas habilidades são importantes não apenas para o ambiente escolar, mas também para a vida em sociedade como um todo.

Modo tradicional x Educação Respeitosa


O modo tradicional de criação de filhos muitas vezes era baseado em uma abordagem autoritária, em que os pais impunham sua autoridade e os filhos eram vistos como subordinados. A educação respeitosa, por outro lado, enfatiza a importância do respeito mútuo e da empatia, e os pais são incentivados a entender e valorizar as necessidades e características individuais de seus filhos. Aqui estão algumas diferenças principais entre essas abordagens:

Comunicação: Na criação tradicional, os pais geralmente dão ordens e esperam obediência sem explicar o porquê. Já na educação respeitosa, os pais buscam uma comunicação mais aberta e honesta, ouvindo e considerando as opiniões e sentimentos de seus filhos e explicando as razões por trás das decisões que tomam.

Autonomia: Na educação tradicional, muitas vezes os pais decidem tudo pelos filhos, sem permitir que eles participem das decisões. Na educação respeitosa, os pais incentivam a autonomia dos filhos, ajudando-os a desenvolver a habilidade de tomar decisões e resolver problemas por si mesmos.

Disciplina: Na educação tradicional, a disciplina muitas vezes é baseada em punições e ameaças, como castigos físicos ou retirada de privilégios. Na educação respeitosa, os pais buscam ensinar e guiar os filhos por meio de diálogo e exemplo, sem recorrer à violência ou ameaças.
Relacionamento: Na educação tradicional, os pais muitas vezes são vistos como autoridades, e a relação com os filhos é baseada em obediência e subordinação. Na educação respeitosa, os pais buscam estabelecer uma relação mais igualitária, baseada em respeito mútuo e confiança.

Valorização: Na educação tradicional, muitas vezes os pais enfatizam mais a correção dos erros e punições do que a valorização e reconhecimento das conquistas dos filhos. Na educação respeitosa, os pais valorizam e reconhecem as conquistas e esforços dos filhos, incentivando a autoestima e a confiança.


Como aplicar a educação respeitosa em casa?

Os pais podem aplicar a educação respeitosa em seu relacionamento com seus filhos de várias maneiras. Aqui estão algumas dicas:

Comunique-se de maneira respeitosa - A comunicação é uma parte fundamental da educação respeitosa. Os pais devem se comunicar com seus filhos de maneira respeitosa, ouvindo atentamente e mostrando interesse genuíno em suas opiniões e necessidades.

Encoraje a autonomia - Os pais podem incentivar a autonomia de seus filhos, permitindo que eles tomem suas próprias decisões, assumam responsabilidades e resolvam problemas por si mesmos. Isso ajuda a desenvolver a autoestima e a confiança dos filhos.

Estabeleça limites claros - A educação respeitosa não significa que não existam limites. É importante estabelecer limites claros e consistentes com os filhos, mas sempre de maneira respeitosa e coerente com seus valores e princípios.

Reconheça as emoções dos filhos - Os pais devem ser sensíveis às emoções de seus filhos e ajudá-los a expressá-las de maneira saudável. Isso pode envolver ajudá-los a identificar e nomear suas emoções, ouvir e validar suas emoções e ajudá-los a encontrar maneiras construtivas de lidar com elas.

Crie um ambiente seguro e acolhedor - É importante que os pais criem um ambiente seguro e acolhedor em casa, onde os filhos se sintam seguros para serem eles mesmos e expressar suas emoções e necessidades sem julgamento ou crítica.

Essas são apenas algumas sugestões para aplicar a educação respeitosa em casa. Cada família é única e pode adaptar essa abordagem de acordo com suas necessidades e valores. O importante é manter o respeito mútuo e a empatia como elementos centrais da educação.

Que aprender mais sobre o tema? Aqui vão 10 dicas de livros que podem te ajudar!

1. "Educar, amar e dar limites: os princípios para criar filhos vitoriosos" de Paulo Vieira e Sara Braga - Este livro explora como os pais podem educar seus filhos com amor e respeito, mas também com limites claros e consistentes.

2. "Disciplina Positiva" de Jane Nelsen - Este livro é uma ótima introdução à abordagem da Disciplina Positiva, que se concentra em criar um ambiente de respeito mútuo, cooperação e responsabilidade.

3. "Educação não violenta: Como estimular autoestima, autonomia, autodisciplina e resiliência em você e nas crianças" de Elisama Santos - Este livro destaca a importância de ouvir e respeitar as necessidades e desejos das crianças, bem como a importância de se conectar emocionalmente com elas.

4. "O Cérebro da Criança" de Rubem Alves - Este livro explora como o amor pode ser um elemento central na educação e como os educadores podem ajudar as crianças a aprender a amar.

5. "A raiva não educa. A calma educa." de Maya Eigenmann - Ao longo do livro, você perceberá que a educação respeitosa, na verdade, não tem como foco principal as crianças, e sim os adultos, porque, para Maya, somos nós que precisamos ser reeducados com respeito e amor para que possamos propagar uma educação saudável às futuras gerações.

6. "Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar" de Adele Faber, Elaine Mazlish - As autoras desenvolvem um método efetivo e respeitoso para o diálogo com as crianças. O livro é ilustrado com divertidos quadrinhos que demonstram situações concretas e oferecem soluções inovadoras para problemas comuns em famílias, como lidar com sentimentos negativos, expressar emoções, conseguir a cooperação das crianças e resolver conflitos.

7. "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" de Augusto Cury - Este livro oferece uma abordagem inovadora para educar crianças e jovens, com destaque para a importância de desenvolver a inteligência emocional, a criatividade e a autonomia.

8. "Educar com Mindfulness" de Mikaela Övén - Este livro oferece uma abordagem baseada em mindfulness para ajudar os pais e educadores a lidar com os desafios da educação, incluindo a comunicação com as crianças e o gerenciamento do estresse.

9. "Educação Infantil: Pra que te quero?" de Carmem Maria Craidy, Gládis E. Kaercher - Este livro explora a importância da educação infantil, com destaque para a necessidade de respeitar a individualidade das crianças e suas formas de aprender.

10. "Para educar o potencial humano" de Maria Montessori - Neste livro, ela faz uma breve análise das características infantis e apresenta, como se fossem fábulas, a história da formação da Terra, o surgimento da vida, a trajetória evolutiva até o aparecimento do homem, e nossa participação nas transformações do mundo até a atualidade, histórias que encantam a criança e despertam a curiosidade do adulto que as lê.


Para ver mais títulos sobre o tema clique aqui.

Em resumo...

É importante lembrar que cada família é única e pode adaptar sua abordagem de acordo com suas necessidades e valores, mas é fundamental manter o respeito mútuo e a empatia como elementos centrais da relação pais-filhos. Para criar adultos capazes e emocionalmente saudáveis.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Qual importância do pai na vida da criança?

 

Paternidade x maternidade

A paternidade e a maternidade são conceitos que se referem à condição de ser pai ou mãe, respectivamente. Embora sejam conceitos similares, há algumas diferenças importantes entre eles:
Papel social: Tradicionalmente, a maternidade é vista como sendo mais importante do que a paternidade, e a mãe é esperada para ser o principal cuidador da criança. No entanto, nos últimos anos, a paternidade tem ganhado mais importância, com os pais sendo vistos como igualmente responsáveis ​​pelo cuidado e desenvolvimento dos filhos.
Participação na criação: Embora as mães ainda sejam responsáveis ​​pela maior parte do cuidado direto dos filhos, os pais estão cada vez mais envolvidos na criação e cuidado dos filhos.
Licença parental: A licença parental para pais e mães pode ser diferente em duração e remuneração, embora isso varie de país para país. Em alguns lugares, as mães recebem uma licença mais longa do que os pais, enquanto em outros a licença é igual para ambos os pais.
Estereótipos de gênero: Ainda há estereótipos de gênero associados à paternidade e à maternidade, com os pais sendo vistos como responsáveis ​​pela disciplina e proteção dos filhos, enquanto as mães são vistas como responsáveis ​​pela nutrição emocional e cuidado dos filhos.
Em resumo, a paternidade e a maternidade são conceitos similares, mas ainda há diferenças significativas na forma como são vistos e na participação dos pais e mães na criação e cuidado dos filhos. Embora ainda haja desigualdades, a participação dos pais na vida dos filhos está aumentando ao longo do tempo, e a paternidade está ganhando mais importância e valorização.

Alienação Parental

A alienação parental é o processo no qual um dos pais (geralmente o genitor não residente) é deixado de fora da vida da criança ou desvalorizado de alguma forma por outro genitor ou por terceiros. Isso pode incluir coisas como a negação da criança em ter contato com o pai, a difamação do pai perante a criança, a influência negativa dos avós ou outros parentes e a rejeição explícita da criança pelo genitor.
A alienação parental pode ser percebida por mudanças súbitas e inadequadas na postura da criança em relação ao pai, como a negação de ter contato com ele, a recusa em visitá-lo ou falar sobre ele, ou a adoção de atitudes ou opiniões negativas sobre o pai sem motivo aparente.
A alienação parental é considerada prejudicial ao bem-estar da criança e pode ser punida em algumas jurisdições. Algumas punições incluem a revogação ou modificação da guarda ou visitação, a imposição de multas ou multas pecuniárias, a ordem de terapia familiar ou de outros tratamentos, e até mesmo a incidência de penas criminais em casos graves.
No entanto, a punição da alienação parental pode ser difícil, pois é uma questão complexa que envolve muitos fatores, como a evidência, a percepção subjetiva das partes envolvidas e a interpretação dos juízes. É importante ter um processo de avaliação rigoroso e uma abordagem terapêutica para lidar com a alienação parental, a fim de garantir o melhor interesse da criança.

Quais prejuízos a mãe pode trazer na vida do filho quando dificulta a convivência?

Quando uma mãe dificulta a convivência do pai com o filho, isso pode ter graves consequências negativas para a vida da criança, incluindo:
Falta de vínculo: A falta de contato frequente com o pai pode prejudicar o desenvolvimento de um vínculo saudável entre o pai e o filho, o que pode afetar negativamente o bem-estar emocional da criança.
Problemas de saúde mental: A falta de contato com um dos pais pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e baixa autoestima.
Conflitos familiares: A dificuldade na convivência pode aumentar os conflitos familiares e pode ser difícil para a criança lidar com isso.
Desenvolvimento social afetado: A falta de contato com o pai pode afetar o desenvolvimento social da criança, como a capacidade de estabelecer relações saudáveis ​​com outras pessoas.
Desigualdade parental: A dificuldade na convivência pode criar uma desigualdade parental, onde a criança pode ser privada do amor, apoio e orientação do pai.
Em resumo, a dificuldade na convivência entre a mãe e o pai pode ter graves consequências negativas para a vida da criança e é importante que os pais trabalhem juntos para garantir uma convivência saudável para o bem-estar da criança.
Qual a importância da convivência da criança com o pai?
A convivência da criança com o pai é extremamente importante para o seu desenvolvimento psicológico, emocional e social. Aqui estão algumas das principais razões pela qual a presença do pai na vida da criança é crucial: Fornece uma referência masculina: A presença de um pai na vida de uma criança fornece uma referência masculina importante, ajudando a formar a sua identidade de gênero e a compreender as diferenças entre homens e mulheres. Estimula o desenvolvimento emocional: A convivência com o pai pode ajudar a criança a desenvolver empatia, resiliência e habilidades sociais, o que é importante para a sua saúde emocional ao longo da vida. Fortalece o vínculo familiar: A presença do pai na vida da criança fortalece o vínculo familiar e ajuda a construir uma relação saudável entre pai e filho. Isso pode ajudar a criança a se sentir segura e amada. Estimula o desenvolvimento cognitivo: A interação com o pai pode estimular o desenvolvimento cognitivo da criança, incluindo a sua capacidade de pensar de forma crítica, resolver problemas e aprender novos conceitos. Contribui para a saúde mental: A presença do pai na vida da criança pode contribuir para a sua saúde mental, ajudando a reduzir o risco de transtornos mentais e comportamentais. Em resumo, a convivência da criança com o pai é fundamental para o seu desenvolvimento e bem-estar ao longo da vida. A presença do pai na vida da criança pode ser uma fonte importante de apoio, amor e orientação.
A diferença entre pai e genitor

A palavra "genitor" é uma palavra latina que significa "progenitor" ou "criador", e é usada para se referir a qualquer pessoa que seja um dos pais biológicos de uma criança. E que não necessariamente desempenhará um papel afetivo.

A palavra "pai", por outro lado, é usada especificamente para se referir ao pai de uma criança, e é geralmente associada ao papel masculino na parentalidade. A palavra pai pra além do aspecto de gerar uma vida pressupõe vinculo afetivo, cuidados e responsabilidade que independem de laços sanguíneos.

Em suma, a diferença entre os termos "genitor" e "pai" é que "genitor" é uma palavra mais genérica que pode ser usada para se referir a ambos os pais, enquanto "pai" é uma palavra mais específica que se refere também a quem desempenha o realmente este papel.

Muitas vezes pais são tratados apenas como genitores.

Quais mudanças na lei precisam ser feitas para que haja igualdade de direitos entre pais e mães? No Brasil, é comum haver uma percepção de que as leis favorecem as mães em questões relacionadas à guarda e à convivência com os filhos. No entanto, existem várias mudanças nas leis que podem ser feitas para promover a igualdade de direitos entre pais e mães: Valorização da participação do pai: As leis devem reconhecer e valorizar a importância da participação do pai na vida dos filhos, independentemente de seu estado civil ou de sua situação financeira. Divisão equitativa de responsabilidades: As leis devem prever a divisão equitativa das responsabilidades e obrigações relacionadas à criação e à educação dos filhos, independentemente do gênero dos pais. Guarda compartilhada: As leis devem incentivar a guarda compartilhada, que permite que pais e mães desempenhem um papel ativo na vida dos filhos e contribuam para sua criação de maneira equitativa. Penalidades para a alienação parental: As leis devem prever medidas para coibir a prática da alienação parental, que prejudica a relação dos pais com os filhos. Acesso à informação e decisão conjunta: As leis devem garantir o acesso dos pais à informação e à tomada de decisões importantes sobre a vida dos filhos, independentemente de quem tenha a guarda. Estas são algumas das mudanças que podem ser feitas nas leis para promover a igualdade de direitos entre pais e mães e garantir o melhor interesse dos filhos. É importante lembrar que a mudança das leis é apenas uma das etapas para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa para todos os pais e mães, e é fundamental que haja um esforço coletivo para mudar as atitudes e os valores da sociedade em relação à parentalidade.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Janelas de Desenvolvimento nos Bebês - A importância de colocar o bebê no chão.

 


Se você já é mãe ou pai sabe das cobranças veladas e também muitas vezes escrachadas que conhecidos, amigos e na grande maioria das vezes familiares fazem a cerca do crescimento e desenvolvimento dos nossos pequenos.

Na verdade esses palpites e comparações começam já mesmo na gravidez...sua barriga está pequena demais ou sua barriga está enorme! Nossa mas não tá demorando pra nascer? Nossa mas quando eu estava grávida....

Aí a criança nasce...Nossa que pequeno, que grande, que gordo, que magro...ainda não vira? Ainda não senta? Ainda não anda? Nossa, mas o filho de fulana já faz isso e aquilo... Ainda usa fralda? Ai...porque o meu filho já usava o vaso sanitário com seis meses de idade...(sim, eu ouvi isso!).

Só de lembrar já começo a revirar os olhos. Haja paciência...


Eu pessoalmente me abstenho de ficar dando opiniões e " dicas" quando não me são pedidas, e que maravilha seria o mundo se cada um se preocupasse com a própria vida não é mesmo? Eu sempre fui do time que tentava tranquilizar as mães que conhecia acerca das preocupações com o desenvolvimento, dizia..." Ah não se preocupa, cada criança tem o seu tempo." 

E apesar de ser um conselho reconfortante meus amigos, agora, e só agora na maternidade pela segunda vez que eu descobri que não é bem assim que a banda toca.

Existem janelas de desenvolvimento que devem ser observadas e aí sim dentro dessas janelas de tempo, cada bebê se desenvolve em um ritmo.

Abaixo uma imagem que ilustra essas janelas de desenvolvimento de maneira básica.


Como dá pra observar existe um espaço de tempo para que cada habilidade seja adquirida, há crianças que se desenvolvem já no começo, outras no meio e outras mais para o final, e se estiver dentro desse espaço de tempo está super ok. Se a habilidade for adquirida um pouco depois da janela também não precisa de alarme. 

Fique de olho e consulte o pediatra caso a aprendizagem esteja bem aquém, com uma janela de tempo invadindo muito a outra por exemplo.

Há que se salientar que, todo bebê precisa de estímulos para se desenvolver. Um bebê que só fica no colo ou carrinho, vai ter um desenvolvimento bem mais lento do que o bebê que é colocado para brincar no chão.

Meu bebê por exemplo, ele só foi para o chão aos cinco, quase seis meses, e ele foi sentar sozinho sem apoio com quase sete, e engatinhar com quase nove (antes disse se arrastava como soldadinho no chão), depois seguiu a tabela no desenvolvimento, ficou em pé se apoiando logo em seguida ao engatinhar e andou sozinho com 13 meses.

Estimular é muito importante! Eu não fazia ideia do quanto! Outra informação que aprendi também é: "Não deixe o bebê em um posição que ele não consiga se colocar". 

Quer entender? Veja no vídeo como a Flávia Calina explica direitinho essa questão!



Mas quando começar a colocar o bebê no chão?

Alguns especialista indicam que se coloque o bebê no chão já desde o segundo mês de vida, pode ser alguns minutinho por dia e ir aumentando tempo conforme o crescimento do bebê. Como que eu não tinha informação meu bebê só foi para o chão ao cinco meses. Atrapalhou desenvolvimento? Um pouco sim, chegou a ficar atrasado em um mês na janela de sentar e engatinhar por exemplo. Mas como eu comentei, depois ele acabou alcançando o ritmo considerado normal.

E o ambiente?

Lembre-se o lugar onde você colocará a criança deve estar limpo e sem objetos que ele possa alcançar e se machucar, sempre com supervisão, de preferencia em cima de um tapete específico, ou forre o tapete da sala, nunca no chão puro pela friagem, ou em tapete felpudo por ser uma superfície que acumula mais pó e pode desencadear alergias.

Coloque brinquedos para que ele olhe e acompanhe, mais tarde deixe brinquedos a certa distancia para que ele sinta vontade de ir em busca. Aproveite o momento para interagir!

Sobre o engatinhar...

Vou colocar aqui uma observação sobre o desenvolvimento, nem todo bebê engatinha você sabia? Alguns partem direto da fase do sentar\arrastar para os primeiros passos. Alguns dizem que não é bom a criança pular essa fase, que pode prejudicar o desenvolvimento motor da criança mais tarde. O que vocês acham? Vou deixar aqui um vídeo do Canal Macetes de Mãe que fala justamente sobre o assunto



Como tem sido a experiência de vocês com o desenvolvimento do bebê, ser pais é ou não é padecer no paraíso? 
Ah e quanto a quem adora dar palpite...deixe entrar por um ouvido e sair pelo outro!

segunda-feira, 30 de maio de 2022

APLV x Intolerância a Lactose

 


Antes de ter meu segundo filho eu não fazia ideia da existência da APLV (alergia a proteína do leite) e da intolerância a lactose em bebes.

Como comentei em um post anterior sobre amamentação, por conta de uma mastopexia  que fiz há alguns anos eu não pude amamentar exclusivamente no peito, o que me fez procurar por fórmulas para ajudar na alimentação do meu bebê, mas o que eu também não sabia é que, encontrar a fórmula perfeita para a nossa criança também é uma saga.

O meu bebê teve muitas cólicas nos primeiros quarenta e cinco dias, não dormia direito, gemia e chorava muito e hora o intestino prendia, hora soltava e sofria por horas se contorcendo para poder evacuar, o que, descobrimos mais tarde que era disquesia (que eu também já abordei em post), outro assunto que eu também desconhecia.

Mas enquanto a fase das cólicas perdurou, o troca troca de fórmulas, onde nenhuma se ajustava, levou em minhas pesquisas na internet a suspeita de que ele pudesse ter alergia a proteína do leite de vaca, APLV.

A APLV é um tipo de alergia alimentar considerada muito comum, e normalmente se manifesta ainda nos primeiros três anos de vida do bebê. Acontece mais com crianças que tem predisposição genética. E os sintomas podem aparecer ainda na amamentação mesmo que seja no peito.

No leite de vaca, há algumas proteínas como a caseína e a β-lactoalbumina que causam no organismo alérgico uma resposta autoimune, como se essas proteínas fossem invasores que precisassem ser urgentemente eliminado.

Como identificar os sintomas?

Os principais sintomas da APLV para que as mamães e papais fiquem alertas são:

  • cólicas
  • diarreia
  • refluxo
  • vômitos

e em alguns casos também pode ocorrer ...

  • placas vermelhas na pele
  • coceiras
  • alterações respiratórias
Li relatos também de mãe com bebês diagnosticados com APLV que apresentavam (até mesmo pelo sintomas) baixo ganho de peso ou até mesmo perda de peso.
Se o seu bebê tem pelo menos quatro desses sintomas, procure um pediatra, para fechar um diagnostico e, se amamenta no peito, provavelmente terá que fazer restrições na sua dieta que não poderá ter leite ou derivados, senão terá que ser ofertado ao bebê fórmulas especificas receitadas pelo médico.


Mas e a Intolerância a lactose?

Se você estiver como eu estava, pesquisando sobre a APLV vai também se deparar com o tema da Intolerância a lactose e é muito comum confundir os dois temas, mas, diferente da APLV, a intolerância à lactose não ocasiona reações imunológicas no organismo.
 É mais sobre algumas alterações no intestino da criança que dificultam a digestão da lactose, que na verdade não é uma proteína mas sim o açúcar presente no leite. 
É comum que nesse intestina ocorra a deficiência de lactase, que de forma simples, é uma enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar natural presente no leite). 

O Sintomas da Intolerância a Lactose são basicamente...

  • diarreia
  • gases
  • inchaço e dor abdominal.

Nesse caso também é necessário fazer restrição de leite e derivados a depender do grau de intolerância de cada individuo, o que mais uma vez, só o médico vai poder orientar. Ao contrário de quem tem alergia, quem tem intolerância pode consumir leite e derivados desde que sejam sem lactose. Existe também no mercado medicamentos com a enzima lactase que podem ser ingeridos antes do consumo de produtos com lactose para evitar os sintomas.

No meu caso....

No caso do meu bebê, ele tinhas os 4 primeiros sintomas de APLV, além de uma diminuição sensível no ganho de peso a partir do primeiro mês, mas como eu falei acima, mais tarde descobrimos que era um quadro de disquesia combinado com refluxo e o intestino desregulado devido as trocas de fórmula

 Vou deixar pra vocês aqui em baixo um vídeo explicativo que encontrei sobre o tema, e não se esqueçam, consultem sempre um pediatra de confiança!


Comente aqui embaixo se já conhecia e sabia dessa diferença!
Compartilhe sua história e experiência conosco!

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Queda de cabelo no pós parto

 Já não bastasse todas as agruras que passamos durante a gravidez e no parto, depois que a criança nasce então a lista de afazeres e coisas para se preocupar cresce exponencialmente. E a queda de cabelos mais uma coisa da lista.

Para fechar o pacote do pós parto, além de toda transformação corporal que passamos, os cabelos ainda caem, e muito. Hora de ficar desesperada? Vou ficar careca? Espero que não...rs.


Porque os cabelo caem no pós parto?

A maioria das gravidas nota uma melhora no cabelo e nas unhas durante a gestação, os hormônios femininos estão a todo vapor o que colabora para cabelos mais brilhantes e unhas mais fortes, porém quando a mulher dá a luz  a quantidade desses hormônios cai e pode ocasionar a queda dos fios.

A queda de cabelo costuma aparecer durante os primeiros quatro a seis meses após o parto, (no meu caso meus cabelos começaram a cair muito mesmo, agora com quase três meses do nascimento do meu bebê) e, além da queda hormonal o problema pode ser agravado pelo estresse, noites mal dormidas e má alimentação. 

Tem solução ou vou ficar careca?

Embora, pela quantidade de cabelo que cai (e realmente é assustadora), dar a impressão que vamos acabar carecas, esse quadro tende a estabilizar conforme hormônios e a vida começa a ganhar uma rotina saudável de novo. Mas é sempre bom fazer um acompanhamento, partilhar essas preocupações com um médico, e, caso haja necessidade a suplementação de algumas vitaminas que ajudem a passar por esse momento digamos mais "suavemente". Eu por exemplo voltei a tomar o sulfato ferroso.

Tratamentos com suplementos vitamínicos que contenham biotina, loções, microagulhamento, laser e até injeções de medicamentos no couro cabeludo são alternativas possíveis para tratar a queda, mas repetindo a informação, sempre consulte o médico antes (principalmente se estiver amamentando), para escolher a melhor opção.

Não é fácil meninas.  A frase "Ser mãe é padecer no paraíso" nunca foi tão verdadeira...rs. E ainda há momentos que é muito mais o padecer do que o paraíso, mas com paciência, amor e fé  (e mais paciência), todas essas fases passam.

Me contem nos comentários as suas experiências com a queda de cabelo no pós parto!
Um beijo e até a próxima!

terça-feira, 25 de maio de 2021

Confusão de Bicos X Confusão de Fluxo

 São diversos termos novos que você acaba aprendendo quando engravida e depois que dá a luz, coisas que você nunca imaginou que existissem, problemas que você não fazia ideia que podia ter.

Como já foi citado nesse post eu estou fazendo o aleitamento misto por não estar ainda produzindo a quantia de leite necessária para o meu bebê. Já preocupada com o fantasma do desmame precoce, fui em busca de mamadeiras com bicos diferenciados para postergar essa questão o máximo possível.

Na época eu ainda não tinha conhecimento sobre outras opções como a colher dosadora e a translactação por exemplo.

Foi então que após algumas pesquisas acabei escolhendo uma mamadeira da Avent Philips como o bico pétala.

Posteriormente também comprei para testar a Chicco Step Up, pretendo trazer resenha e comparações entre os dois modelos em um próximo post.
Mas voltando ao tópico, escolhi a de bico pétala por ser mais largo, e que, como tem um específico para cada faixa etária, controla melhor o fluxo "dificultando" por assim dizer o ato de mamar e assim o bebê não acabe preferindo a mamadeira ao peito. 

Confusão de Bicos

Segundo alguns especialistas é quase impossível não ocorrer a confusão de bicos, porque até hoje não foi inventado um que imite cem por cento o peito materno e o modo que um bebê suga o seio da mãe, a chupeta e o bico da mamadeira são diferentes e ainda segundo essas opiniões o bebê não sabe fazer essa diferenciação e acaba confundindo e tendo mamadas ineficientes, o que ocasiona o desmame precoce.


Confusão de Fluxo

Já a confusão de fluxo acontece quando o leite que o bico da mamadeira ejeta durante a sucção tem um fluxo maior que o ejetado pelo peito da mãe. Então ao perceber que sai o seio o fluxo contínuo e constante e a quantidade da mamadeira o bebê fica nervoso e começa a rejeitar o seio.

Eu só descobri tais fatos quando meu bebê começou a ter um comportamento esquisito ao amamenta-lo, depois de alguns minutos, ele ainda queria mamar, mas empurrava, pegava, puxava, mordia, largava e chorava e eu não conseguia entender o porquê daquele comportamento.

Esses dois tipos andam de mãos dadas e colaboram um com o outro, mas necessariamente você terá os dois problemas simultaneamente.
No meu caso por exemplo, o que acontece é a confusão de fluxo, a mamada começa bem, com uma boa quantidade de leite sendo ejetada e depois diminui drasticamente o que deixa o bebê nervoso com a mudança de fluxo, já que na mamadeira o fluxo é constante do começo ao fim.

Estou estudando outras formas de dar o complemento, já que esse tipo de problema não tem solução e pode levar ao desmame precoce, provavelmente o próximo passo será tentar a translactação (assunto para um próximo post).

Já enfrentaram ou estão enfrentando essa situação?
Me contem nos comentários...
Beijos e até a próxima!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Chá Misto da Mamãe - Weleda

 Na batalha para aumentar a produção de leite toda ajuda é bem vinda não é mesmo? Já estamos sabendo (e bem) que o leite materno é o melhor alimento para o nosso bebê, mas nem sempre a amamentação é uma coisa fácil, e atingir aleitamento exclusivo muitas vezes é uma tarefa árdua e que necessita de muita dedicação.

Na busca por elementos aliados nessa batalha diária foi que eu encontrei o Chá Misto da Mamãe da Weleda, como já comentei nesse post anterior aqui.

"O Chá Misto da Mamãe especialmente desenvolvido para auxiliar a mãe na fase mais importante da vida, com especiarias da Weleda contém em sua formulação ervas e plantas conhecidas: Funcho, Erva Doce, Melissa e Rosa Silvestre. Traz conforto e acalma. O Chá Misto da Mamãe é isento de corantes e aromatizantes artificiais. Para o momento mais delicado e importante da vida da mamãe."

Não vou mentir, para um chá considero um produto caro, nas farmácias o preço pode variar de 30 a 40 reais, vem com 15 saquinhos e se tomar um por dia, você vai precisar de duas caixinhas dessa por mês. Eu tomo o meu sempre antes de dormir, com pouco ou nenhum açúcar. O sabor é bem agradável e se você já é fã de chás como eu vai gostar muito. 

O que eu achei...

Eu não sei se é efeito placebo ou se é algo real mas, o fato é que realmente ajudou no aumento da minha produção de leite sensivelmente, eu tenho dormido muito melhor e coincidência ou não, até as cólicas do meu bebê amenizaram muito. O chá foi feito para ser relaxante e segundo várias pesquisas que fiz pela internet uma mamãe relaxada produz e libera mais leite.

Não foi um aumento com o qual eu possa me liberar do uso da fórmula, mas tenho conseguido substituir uma ou duas mamadas por apenas leite materno o que já me deixa bem feliz. 

Eu acredito que vale muito a pena testar e que o produto, vale o preço. Afinal leite materno não tem valor monetário de compre pois não existe alimento igual para o nosso bebê, com todo avanço da ciência ainda não inventaram nada melhor para nutrir nossos pequenos.

E vocês? Já testaram ou vão testar o Chá Misto da Mamãe? Me contem nos comentários!

Um beijo e até a próxima!



segunda-feira, 10 de maio de 2021

Adeus Biqueta!

 Como já havia comentado anteriormente na postagem sobre Amamentação e Aleitamento Misto, eu estava fazendo uso de um bico de silicone para conseguir amamentar meu filho por dois problemas que eu vinha tendo: bico plano e pega incorreta.

Mas o que é bico plano?

É quando o mamilo não apresenta aquela característica "protuberância" se assim podemos dizer, no centro da aureola, o que dificulta (e muito) a pega do bebê. 

É importante notar que bico plano é diferente de bico invertido, que é quando o bico em vez de saltar pra fora quando um pouco estimulado vai para dentro. Dá pra observar melhor os diferentes tipos de bicos na imagem a seguir.

Pega incorreta...

A pega incorreta é fácil de identificar, se dói quando o bebê suga é porque a pega está incorreta.
Na pega correta o bebê não abocanha só o bico do seio e sim grande parte da aureola, mantendo assim o bico atrás do palato e assim não machuca a mamãe, além de estimular a produção de mais leite.
No inicio da amamentação eu tive bastante ajuda primeiro da equipe da maternidade e também da Clinica do Bebê, mas não houve maneira que eu conseguisse a pega correta, enquanto lutava com isso (bico plano e pega incorreta), ainda tinha a baixa produção de leite.
Meu mamilo ficou muito machucado, sangrava muito, ficava em carne viva, cheguei a achar que ia perder o bico do seio. Resolvemos então lidar com uma coisa de cada vez e apelar para o bico de silicone.

Bico de Silicone ou Santa Biqueta!

 O Bico de silicone que eu carinhosamente chamo de biqueta (risos), foi a salvação da lavoura, o bebê pegou de primeira, deu tempo para sarar o mamilo e amamentar parou de ser a sessão de tortura que vinha sendo. O que eu utilizo o da marca MAM no tamanho 2.


"Protetor de Seios Nipple Shields da MAM  é feito de silicone ultra-fino, incolor, sem odor e sem gosto - É ideal para proteger mamilos doloridos ou rachados durante a amamentação 
- Diferente de outros protetores, o Nipple Shields é feito com silicone Silk Touch, patenteado pela MAM, que possui uma textura exclusiva mais macia e sedosa 
- Em formato de borboleta e com diversos furinhos, permite um maior contato entre o bebê e a pele da mãe, a passagem dos odores e que a pele da mãe respire com facilidade, aumentando o estímulo da produção de leite materno e mantendo o bebê no peito durante a amamentação."

Apesar de parecer uma solução "milagrosa" não se indica o uso por um tempo muito prolongado, eu vinha usando desse artifício já há dois meses e por ler em vários lugares que o uso contínuo atrapalharia a produção de leite (embora não tenha notado, mas vai que...), já havia tentado amamentar sem o bico de silicone algumas vezes, todavia sem sucesso. 
A pegada do bebê era trabalhosa e quando pegava soltava em menos de um minuto e chorava impaciente ou seja um baita de um estresse.
Acontece que, por um desses mistérios do universo, há alguns dias o bebê começou a rejeitar o bico de silicone, fazia cara feia e até tinha ânsia quando eu tentava dar de mamar usando o protetor, e isso por várias tentativas seguidas. Achei que estava perdida, que o aleitamento materno tinha ido para o buraco de vez. Mas qual a minha surpresa! Agora, sem a biqueta, o bebê pegou o peito bem e de primeira!
Não vou dizer que não deu uma leve machucada nas primeiras mamadas, mas foi totalmente suportável.
Acredito eu que essa nova facilidade de pega tenha a ver com o fato do protetor e também da bomba de leite ajudar na formação do bico do seio e o não aceitar mais a biqueta possa ter a ver com a maturidade do bebê.

Mas quem sabe? A maternidade tem desses mistérios...(risos).
Agora continua a luta para aumentar a produção do leite.

Como utilizar o bico de silicone da forma correta? 
 

Dicas para ajudar em como tirar o bico de silicone:

 E você? Usou ou usa o protetor de silicone para amamentar? Me conta a sua experiência nos comentários!
Um beijo e até a próxima!

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Enxoval Mamãe e Bebê: Lojas Confiáveis

 Nesses tempos de pandemia é quase impossível a ideia de ir "bater perna" pelo comercio, gestante então, nem pensar. Comprar online já era uma prática minha desde de antes, depois da gestação então virou habito permanente.


Na internet você encontra de tudo, sem gastar paciência e sola de sapato, muitas vezes com mais variedade de itens e preços melhores, hoje vou deixar aqui para vocês uma lista de algumas lojas para enxoval mamãe e bebê confiáveis, que entregam no prazo, com produtos de boa qualidade, ótimo preço e que eu com certeza recomendo.

Sutiãs de amamentação e afins

Mãe Gestante - Ótima experiência, adorei tudo que eu comprei. Esqueceram de enviar um item, reclamei e em dois úteis dias a peça que faltava chegou em casa. Amei o atendimento.

Roupinhas lindas para o bebê

Ropek - Qualidade maravilhosa, recomendo muito

 Era Uma Vez - Preço e variedade excelentes!

Enxoval completo

Cheirinho de Neném Muita variedade.

Essencial Enxovais Preço ótimo, muitas opções.

Saídas de Maternidade 

Ateliê Algodão Doce - Atendimento muito bom!

Lembrando que recomendo essas lojas baseado nas minhas experiências de compra, sempre pesquise e visite a página das lojas no Facebook para ver as avaliações e o Reclame Aqui para ver a reputação das lojas em que for comprar.

Espero que aproveitem as dicas e comente aqui embaixo quais lojas já comprou e teve uma boa experiência também!

Um beijo e até a próxima!

terça-feira, 20 de abril de 2021

Amamentação e Aleitamento Misto

 Já comentei em um post anterior que vinha tendo dificuldade na amamentação, com certeza o sonho de 99% da mamães é poder amamentar seu bebê exclusivamente no peito e eu não fujo dessa regra. Porém em 2017 com a mastopexia (coisa que eu não tinha ciência na época, pois o médico disse que eu poderia amamentar se acontecesse uma gravidez), vários dutos deixaram de existir fazendo com que a minha produção de leite fosse muito sofrível.

Fora isso eu também estava com dificuldade na pega, as primeiras semanas foram terríveis, antes mesmo de sair do hospital o bico do seio já estava em carne viva e não tinha dica que a equipe da maternidade desse que resolvesse o problema. Na ultima noite no hospital o bebê passou a noite toda pendurado nos seios e chorando de fome e eu, chorando de desespero. Diante do fato, mesmo sem uma indicação, assim que tive alta e cheguei em casa comecei com o aleitamento misto.

Dava de mamar no peito e complementava com fórmula, assim mesmo que pouco meu bebê tinha a proteção do leite materno, sem ficar chorando de fome e sem perder peso. Solução perfeita? Claro que não, mas diante das possibilidades foi a opção que encontramos enquanto tentávamos aumentar a produção de leite em outras frentes.

Aqui na minha cidade existe um lugar chamado Clinica do Bebê, o atendimento é gratuito e as mamães são muito bem acolhidas, a equipe é maravilhosa e me ajudaram imensamente. Encontrar profissionais que entendem do problema e amam o que fazem fez toda a diferença.

Medicação Ajuda?

Em uma consulta na clinica com a pediatra poucos dias depois do nascimento e falando sobre a dificuldade da amamentação e sobre a introdução da formula eu já espera ser julgada pela médica, mas não, ela foi muito receptiva, me aconselhou quanto ao uso da fórmula e me receitou um medicamento para auxiliar na produção. E posso dizer que ajuda. Faz milagre? Não, mas com certeza auxilia na manutenção e aumento (mesmo que discreto) da produção.

Santa Biqueta!

Biqueta é o nome carinhoso que eu deleguei ao bico de silicone. Essa foi uma santa dica que recebi aqui na Clinica do Bebê. Meu bico do peito está praticamente plano(digo está, pois amamentei minha primeira filha exclusivamente  no peito e não tive esse problema), o bebê tinha dificuldade e sempre mamava muito na ponta o que machucava demais, chegou em ponto que sangrava e mesmo usando pomada de lanolina a torto e a direito não sarava entre uma mamada e outra, chegando mesmo ao ponto de eu achar que ia perder um pedaço do mamilo. E mesmo com as dicas eu não conseguia faze-lo pegar do jeito certo, e olha que foram tentadas diversos tipos de pegas e posições pela enfermeira.

Numa segunda consulta ela me indicou o bico de silicone e olhem, foi a "salvação da lavoura". O bebê pegava o peito de primeira, não machucava, os mamilos sararam e amamentar finalmente virou aquele ato prazeroso que muitas mães falam...ufa!

Os profissionais não indicam o uso prologado dessa solução, pois em alguns casos pode prejudicar a produção por não causar estimulo na aureola (eu não notei isso) e lembre-se que tem que ser esterilizado sempre! O que eu comprei é da Mam e vem com caixinha para esterilizar no micro-ondas,  o próximo passo é tentar voltar a amamentação sem o uso desse "artifício".

Chá Misto da Mamãe

Toda ajuda é bem vida e necessária, esse é um chá misto de ervas com funcho, erva doce, melissa, etc. Tomo sempre antes de dormir á noite. O sabor é agradável, ajuda a relaxar e para quem está amamentando relaxar é fundamental. Ajuda a dormir, e mais, pode ser até efeito psicológico mas eu acho até que ajudou no aumento de leite sim.


Fórmulas e Fórmulas

É quase um sonho dourado acertar na fórmula para o seu bebê de primeira, e muitas vezes, sintomas que são próprios da fase da criança podem ser interpretados como alguma reação a introdução do novo leite, levando a trocas intermináveis, não deixando tempo hábil para que o organismo se acostume e até prejudicando a flora intestinal do bebê. E isso eu acabei aprendendo na prática.

Em algumas pesquisas pela internet diz-se que para que o bebê se acostume a nova fórmula leva-se em média 3 dias. No meu caso, quando troquei do NAN Supreme para Aptamil Active, o intestino do meu bebê só realmente se acostumou e estabilizou com (pasmem) 1 semana de uso.

Assim que deixou a maternidade meu bebê começou a tomar o NAN Comfor, depois NAN Supreme, depois Aptamil Sensitive Active, depois NAN espessAR, mas esse assunto das fórmulas e minhas experiências com elas vou abordar com vocês mais amplamente em outro post.



Bomba pra que te quero!

Há quem diga que a bomba tira leite é uma grande furada, há que diga que é uma mão na roda. Há quem diga que é sofrimento desnecessário e pouco ajuda na produção de leite e há quem diga que ajudou muito.

Eu posso dizer que a minha experiência foi boa, claro que dói no inicio, ainda mais se os seios já estão machucados pela amamentação, porém acho interessante o fato de poder ir acompanhando e tendo a noção da produção, além de acreditar que estimula sim a produção, eu por exemplo conseguia 10 a 15mls de cada seio no inicio, hoje já consigo de 40 a 70mls. Faço isso 1 vez por dia, 10 minutos em cada. Ou seja além mamadas habituais, consigo dar uma mamadeira só de leite materno por dia para o meu bebê, no começo cheguei a levar cerca de 5 dias para conseguir a medida que ele precisava na época.

Na minha opinião, a bomba elétrica é melhor que a manual e mais prática, alguns modelos até simulam a sucção do bebê (tipo suga e solta). A minha é a da foto abaixo, ela tem níveis de intensidade de sucção mas não faz o suga e solta sozinha, precisa apertar um botão específico de segundos em segundos.


Lições aprendidas...

  • Mesmo que sua produção seja pouca, cada gota do seu leite é muito preciosa. Não desista.
  • Não se sinta pior mãe só porque está tendo ou teve dificuldades no aleitamento materno. 
  • As ferramentas que existem hoje foram feitas para serem usadas. 
  • O que importa é manter seu bebê saudável, alimentado e feliz. 

E por hoje é só! Um beijo e até a próxima!